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Perfect Balance


Não foi há muito tempo que me deparei com a realidade de que não queria estar no ponto que tanto lutei para alcançar. Não estava bem, não tinha a mesma alegria, a mesma garra, os mais dramáticos poderão até dizer que estava a entrar num estado depressivo, os optimistas vão dizer que foi só uma má fase. Fosse lá o que fosse, a verdade é que não me reconhecia na minha realidade, não me revia na minha postura, e tinha perdido o brio ao que estava ao meu redor.
Surgiu então uma angústia de não saber se devia ir ou ficar, pior, uma angústia por não saber para onde ir. É uma sensação terrível ficar sem rumo, ficar sem objectivos, sem certezas, sem motivos para continuar a batalhar no dia-a-dia.
Aliado a isto sentia-me inútil e incompetente, como não tinha motivação para melhorar, limitei-me a suportar, enquanto tentava descobrir o caminho certo a trilhar. Tive avanços e recuos, boas escolhas, más escolhas, e a jornada até saber qual o caminho certo estava só a começar. As incertezas de perder o rumo quando chegas a onde pensaste que querias estar são demolidoras, fazem-te questionar tudo e mais um par de botas. Mas há uma certeza que é o primeiro degrau de uma mudança de vida, é a certeza de que ali não queremos estar, que aquele não é o rumo certo. A partir daqui é sempre a desbravar caminho.
Já me cruzei com pessoas na minha vida que passam a vida a queixar-se do dia a dia que têm, algumas não têm hipótese de mudança, mas muitas não estão dispostas a arriscar. Eu acho que vale a pena arriscar, acho que é preciso uma coragem imensa para voltar atrás e começar do zero, sei que as incertezas sobre se estamos, desta vez, a ir na direcção certa podem ser esmagadoras, mas acredito que a vida é demasiado curta para a passarmos a fazer algo que não nos completa ou, pelo menos, que nos perturba. Admiro quem tem a coragem de se questionar, de dar dois passos atrás, mais ainda se for a sua conta e risco, como foi uma caso, sem bóias de salvação. Mas, essencialmente, tenho a certeza que é preciso procurar o que nos faz felizes, seja no trabalho, no amor, na vida em geral. Quem não está bem deve mudar-se, parece cliché mas não é, só de nós depende sermos mais e mais felizes, e as desculpas não consolam ninguém.
dezembro 12, 2017 No comentários

Chegaram os brinquedos da Becopets cá a casa! Sou apaixonada pelo conceito da marca, mal lhe pus a vista em cima. A Becopets é uma empresa inglesa que procura produzir, de forma sustentável, brinquedos e acessórios eco-friendly para animais de companhia.
A partir de materiais naturais ou reciclados surgem brinquedos super giros, resistentes e não tóxicos. Quando se trata da saúde dos nossos patudos é um descanso saber que não estão a ingerir toxinas, já que 90% do tempo os brinquedos estão na boca.
A minha Shanti tem um "problema" gravíssimo com roer coisas, não há cá Cocker Spaniel bebé que a bata, com dentes de gato já me levou a um prejuízo gigante, por isso tento ter cá por casa bonecos para ela se distrair. Escusado será dizer que quem cá entra em casa pode perguntar-se seriamente se não tenho filhos, é que são bolas e peluxes, e varas coloridas pela casa, e ela lá se entretém...


Comprei várias coisas:
 Mal as pus em cima da cama, a Shanti atracou-se às varas, por isso tive que a expulsar temporariamente do quarto. Isto não é tudo para ela, não sou louca, está? Ora vejamos:


Para a Leia (cadela do meu namorado, para contextualizar):
Já tinha feito o teste com bonecos de vários tamanhos, e o que ela mais gostou foram os de tamanho M, por isso mandei vir um Teddy. A bola vai ser uma experiência, porque ela adora e destrói tudo o que é bolas, vamos lá ver quanto tempo sobrevive. 
Comprei ainda os Beco Bags, são sacos para as fezes, biodegradáveis, grandes e resistentes, o que é um descanso saber que não se vão romper a meio do trajecto para o caixote do lixo. O "ovinho" cor-de-rosa, é o BecoPocket, serve como dispensador dos sacos e pode acoplar-se à trela. Por curiosidade, o BecoPocket não é do plástico habitual, é feito a partir de uma resina produzida à base de casca de arroz e bambu, amigo do ambiente e bastante resistente!


Para o Zeca (gato do meu namorado) e para a Shanti:
O Zeca não liga muito a brinquedos, até porque a Leia torna-se ligeiramente possessiva em relação a tudo o que é bonecada, por isso experimentei levar-lhe uma vara de madeira para ver como reagia. A verdade é que adorou, nunca o vi tão entusiasmado com um brinquedo, por isso não havia dúvidas que lhe ia comprar uma.
Para a Shanti, como vos disse em cima, a ideia é distraí-la ao máximo, por isso comprei um peluxinho que ela já tinha adorado, o elefante em tamanho S, comprei a vara de madeira com a joaninha que ela também adorou, e um osso, a ver se deixa de roer tanto as minhas coisas e rói mais as dela.

Moral da história, foi um fartote para a Shanti mal recebeu os bonecos. Até a Laurinha, com os seus 17 anos, saiu da cama para brincar com a Joaninha. 
Se estiverem a pensar em comprar alguma coisa como prenda de Natal para os vossos bichinhos, ficam aqui algumas sugestões. 




dezembro 11, 2017 No comentários

Com o tempo comecei a apreciar as pessoas que não fingem que está tudo bem. Poderá haver uma mágoa associada a situações que terminam mal, e temos a hipótese de fingir que ultrapassámos (e que eventualmente se torna real), ou assumir que aceitámos mas não esquecemos.
Costumava achar que fingir que está tudo bem é bom, porque eventualmente ficamos bem, mas a verdade é que não fica "tudo bem". Surge uma paz aparente, a fase da em que fingimos que nos é indiferente torna-se numa mistura suave com a aquela fase em que realmente já não nos interessa, mas não fica tudo bem. O chato é que, assim que chegámos à conclusão que não nos incomoda mas que, ainda assim, não queremos que fique "tudo bem", já fingimos que estávamos resolvidos, já sorrimos cinicamente, já assumimos que a vida seguiu em frente e que não nos importamos mais. Ora quando uma situação termina mal e há sentimentos realmente feridos, podemos até não nos importar com o presente, mas já perdemos o carinho ao passado, portanto que se lixe, não temos que sorrir e ser simpáticos.
Pessoas que insistem que não está tudo bem, nem vai ficar, pelo menos não têm que sorrir quando não querem, assumem declaradamente que nada, mas mesmo nada, vai voltar ao que era, e por isso não têm que fazer sacrifícios em prole da paz aparente. Claro que nestes casos a mágoa transforma-se em indiferença mas nem damos por isso, simplesmente porque não vamos dizer "olha agora já me estou a marimbar para ti, mas vou continuar com a minha antipatia porque simplesmente já és tão pouco importante que não me apetece privar contigo". Assumimos que o carinho desapareceu e não ficou muito mais que valha a pena ser cultivado. É um alívio, não há espaço para questionar se o "desamor" é real, simplesmente já não há nada, o bom foi esquecido, arquivado, poderá ou não ser relembrado, mas não tem peso, não lhe é dada importância. O mau, foi suficientemente forte para acabar com tudo o resto, por isso merece ficar. Afinal só as coisas realmente fortes perduram, não é?

A foto? Calmaria, pôr-do-sol... Numa altura em que a tempestade Ana veio para nos tirar a paz é sempre bom relembrar que há alturas em que tudo está tranquilo.

dezembro 10, 2017 No comentários

Tenho andado para fazer falafel há imenso tempo. Adoro os típicos bolinhos de grão de Israel, mas a minha tendência é sempre tentar fazer versões mais saudáveis das receitas originais, por isso surgiu esta receita. Se gostam de falafel, de pastéis, de comida vegetariana/vegana em geral, estou confiante que vão gostar deste prato.

Vão precisar de:
  • 3 copos (de +- 200ml) de grão mal cozido
  • 1 cebola crua triturada
  • 6 dentes de alho esmagados
  • 4 colheres de chá de coentros em pó
  • 4 colheres de chá de salsa seca picada
  • 1 colher de chá de cominhos
  • 1 colher de chá de paprika
  • sal e pimenta cayenna a gosto
para acompanhar: alho, azeite, espinafres e tomate cherry ou chucha mini, e sal a gosto.


Tinha grão seco em casa, que demolhei durante 12 horas, e depois cozi brevemente só em água, sem sal (se não encruava). Depois guardei no frigorífico até decidir fazer esta receita. 

Esta parte é chata, mas depois para fazer o falafel é bastante simples. Basta colocarem o grão na 1-2-3 e ir triturando (à medida que forem triturando vão pondo para um alguidar). Quando o grão tiver todo triturado juntem a cebola picada, os alhos esmagos e os restantes ingredientes. No fim juntem meio copo de água e misturem tudo. Eu usei a batedeira dos bolos até ficar mais ou menos homogéneo.
Por fim, é só fazer umas bolinhas, do tamanho que desejarem, e colocarem num tabuleiro que dê para ir ao forno. Eu decidi pincelar com azeite para ficarem mais crocantes, e foram ao forno até ficarem douradinhos.

Para acompanhar salteei espinafres e tomate em azeite com alho. Ficou uma óptima combinação. Experimentem e dêem-me feedback, espero que gostem!


dezembro 08, 2017 No comentários
Gostava de abrir este espaço de partilha de literatura. Os livros que leio e me inspiram irei partilhar por aqui. Hoje começo com um dos meus livros favoritos, e nada melhor para o apresentar que um excerto do mesmo:




São muitas as passagens que poderia transcrever desde primeiro livro que hoje vos apresento. São tantas que acho até injusto partilhar apenas esta. No entanto, foi das partes que mais me confirmou o quanto este livro é extraordinário.
Comprometida é o livro que se segue ao best seller "Comer, Oras e Amar" da Elizabeth Gilbert. É uma continuação da sua história de amor, mas mais do que isso, é uma reflexão profundamente bem estrutura e fundamenta do casamento. Elizabeth vê-se em determinada altura, por motivos legais, obrigada a casar com o companheiro (de nacionalidade brasileira), caso contrário este não poderá voltar a entrar nos Estados Unidos, país onde Elizabeth vive. Este livro advém de uma aversão profunda a este segundo casamento imposto agora pelo estado. Não se trata de uma aversão à união em sim, mas sim ao contrato público nele adjacente. 

Liz Gilbert embarca, assim, numa viagem sobre todos os aspectos do casamento, explica-nos a sua origem, partilha o que descobre sobre o casamento em diferentes culturas, esmiúça as fraquezas e dificuldades de uma união para a vida. O resultado é uma reflexão extremamente interessante sobre os aspectos históricos, sociológicos e humanos do casamento.
Este livro transformou em vários aspectos a minha maneira de ver o casamento e as relações amorosas em geral, e acho que toda a gente que se propõe a partilhar a sua vida, seja casado ou não, com outra pessoa deveria este livro. É uma lição de vida, por isso decidi partilhá-lo aqui. Penso que não teve tanto sucesso como o "Comer, Orar e Amar", talvez por ser menos romanceado, mais espiritual, de pesquisa e reflexão, mas na minha opinião é tão ao mais interessante que o primeiro.
dezembro 08, 2017 No comentários


A altura do Natal é sempre sensível para a nossa conta bancária, e se forem apaixonados por compras como eu ainda pior. Não sou nada fã de centros comerciais a abarrotar, mas adoro coisas novas e adoro dar presentes.
Adoro tanto dar presentes que a minha tendência é sempre gastar mais dinheiro nos presentes do que deveria despender. Por isso este ano adoptei algumas técnicas para controlar o monstro consumista que há em mim, ora vejamos:

  1. Primeiro que tudo, a organização é a chave. Elaborar uma lista das pessoas a quem temos que dar prendas, não convém esquecer ninguém importante.
  2. Hierarquias: Será que temos que dar uma prenda grande a toda a gente? Acho que não. Temos pessoas realmente de base na nossa vida, essas com certeza merecem um pouco mais de atenção, depois temos aquelas pessoas que são importantes para nós e, por isso, queremos mimar, mas talvez nesse caso faça mais sentido arranjar um miminho mais simbólico.
  3. Estabelecer um (ou vários) budget(s): Temos que saber quanto podemos gastar em prendas de Natal, se não facilmente perdemos o fio à meada e acabamos a gastar todo o subsídio de Natal. Por isso, definimos um Bugdet geral: Posso gastar X em prendas de Natal. E depois particularizamos, dividimos consoante as prendas que queremos dar. Se fizermos isto vai ser muito mais fácil não arrasarmos a conta poupança ao som de um Ho ho ho!
Quanto à escolha das prendas, eu pessoalmente gosto de comprar com cuidado, escolher algo que se identifique com a pessoa em questão, comprar só por comprar a mim aborrece-me e entristece-me. Por isso, definido o budget individual faço uma lista das possíveis prendas que poderei oferecer. Vejo alguns sites online, o que me permite não perder um dia inteiro tipo sardinha em lata no Vasco da Gama e ir directamente à loja certa. (Podem sempre comprar online, se fizerem as coisas com antecedência, não tem sido o meu caso). Lembrem-se de escolher mais do que uma opção de prenda, pois poderá não existir aquele artigo que idealizaram e depois lá vão vocês correr loja em loja, aos encontrões, procurar uma alternativa - correm o risco de não comprar nada do que queriam, gastar mais dinheiro porque estão sobre pressão e ganhar um ataque de nervos.
E lembrem-se, não é o dinheiro que se gasta numa prenda que mostra o quanto gostamos de alguém, é o cuidado na escolha do presente. O Natal é, para mim, uma época essencialmente de família e companheirismo, por isso, a ênfase nas prendas deverá ser cada vez menor. Façam uns embrulhos giros (mas simples! nada de gastar mais no embrulho que na prenda) e juntem umas palavras carinhosas que demonstrem o vosso afecto, et voilá! Têm o presente perfeito.
dezembro 07, 2017 No comentários
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Sobre mim

Sobre mim
O equilíbrio perfeito é aquele te faz feliz, que te permite encontrar plenitude física e emocional. Acredito nisto com todo o meu coração. Sou formada em Medicina Veterinária e estudante de Psicologia. Aqui partilho algumas sugestões para um estilo de vida saudável (física e mental)!

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